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Este artigo apresenta profissionais de saúde que trabalham com transtornos psicológicos no campo emergente da psicologia energética. Provê uma avaliação do campo, enquanto cobre conceitos e procedimentos básicos. Pretende-se dar ao leitor uma base para começar a avaliar este novo paradigma. São apresentadas pesquisas e evidências clínicas sobre sua eficácia, e são discutidos os mecanismos neurológicos plausíveis. O artigo aborda uma breve história do campo, menciona vários protocolos de psicologia energética, discute indicações e contra-indicações para aplicações clínicas, e demonstra um protocolo clínico padrão pela apresentação do estudo de quatro casos.
Por: David Feinstein, PhD Tradução: Luiz Vieira
Medo de Cobras na África do Sul A segunda vez em que demonstrei publicamente uma abordagem da psicologia energética estava em um de meus próprios seminários. Estava ensinando a uma classe de residentes de seis dias na África do Sul. Muitos dos participantes eram líderes em suas comunidades que tinham vindo aprender sobre as crenças inconscientes e motivações que moldam a vida de uma pessoa e causa impacto na comunidade. Ao final da primeira noite, um dos participantes confidenciou ao grupo que tinha medo de cobras e de caminhar pela área gramada que separava a sala de reuniões de seu dormitório, aproximadamente a 300 metros de distância. Vários participantes ofereceram-se para escoltá-la. Sentindo que ela poderia ser rapidamente ajudada a lidar com esta fobia, pensei que isto poderia dar-se como uma pequena introdução à psicologia energética para a classe. Organizei - com a permissão tensa, mas confiante dela - um safári à reserva onde o seminário estava sendo realizado, para trazer uma cobra para a aula às 10 da manhã, na manhã seguinte.
Montei as cadeiras de forma que a cobra e o manipulador estivessem a 6 metros longe dela, mas dentro de seu campo de visão. Perguntei-lhe se estava gostando de ter uma cobra na sala. Ela respondeu, "Estou bem, desde que não a veja, mas tenho que lhe falar, deixei de sentir meu corpo desde dois minutos atrás." Ela estava dissociada. Em menos de meia hora, usando virtualmente os mesmos métodos que usei com Nancy, ela pôde imaginar estar perto de uma cobra sem sentir medo. Eu lhe perguntei se gostaria de caminhar até a cobra, ainda na sala. À medida que usávamos a abordagem, ela parecia confiante. A confiança logo se tornou entusiasmo, e ela começou a fazer comentários sobre a beleza da cobra. Ela perguntou para quem estava segurando a cobra se poderia tocá-la. Cuidadosa mas triunfalmente, ela o fez. Ela informou que estava sentindo novamente seu corpo. Dois dias depois, ela se juntou ao grupo em um passeio pela natureza. Quando o grupo retornou, alguém lhe perguntou se haver estado lá fora entre os arbustos havia sido difícil, dado o seu medo de cobras. Um olhar surpreso veio à sua face. Ela não havia pensado uma única vez em cobras durante todo o passeio. O medo de toda sua vida havia evaporado, e quando fiz uma investigação depois de uns seis meses, não havia voltado.
[Continua...]
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