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Seis Sigma ou Six Sigma (em inglês) é um conjunto de práticas originalmente desenvolvidas pela Motorola para melhorar sistematicamente os processos ao eliminar defeitos. Um defeito é definido como a não conformidade de um produto ou serviço com suas especificações. Seis Sigma também é definido como uma estratégia gerencial para promover mudanças nas organizações, fazendo com que se chegue a melhorias nos processos, produtos e serviços para a satisfação dos clientes. Diferente de outras formas de gerenciamento de processos produtivos ou administrativos o Six Sigma tem como prioridade a obtenção de resultados de forma planejada e clara, tanto de qualidade como principalmente financeiros.
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Por Marco Siqueira
Campos

Resumo
A
Estratégia Seis Sigma tem causado uma verdadeira revolução no segmento
automotivo. Vários fabricantes de autopeças, automóveis, caminhões e aeronaves
adotaram esta estratégia e estão obtendo ganhos efetivos, tanto em qualidade
quanto em custos.
Seis Sigma busca o aumento da satisfação dos
clientes e de resultados pela redução da variabilidade e, conseqüentemente, dos
defeitos. Tem-se mostrado a ferramenta mais poderosa e eficiente, para a redução
drástica de falhas, permitindo o aprimoramento de processos de forma
estruturada, consistente e duradoura, pois analisa os problemas sob o ponto de
vista científico. É o maior impacto contemporâneo sobre a estratégia da
Qualidade, encerrando um ciclo iniciado no Japão do pós guerra.
Embora as ferramentas estatísticas utilizadas no Seis Sigma não
sejam novas, esta abordagem acrescenta considerável valor a elas, ao formalizar
seu uso de forma integrada, num caminho lógico que evita empregá-las isolada e
individualmente, desenvolvendo um vocabulário de métricas e ferramentas
uniformizado em toda a organização.
Com Seis Sigma,
intensifica-se a necessidade de entender e reduzir as variações, em vez de
somente estimá-las. Esta abordagem muda a forma de gerenciamento, pois as
decisões passam a ser baseadas em dados e, não apenas, em intuição ou
sentimentos.
Este artigo apresenta uma introdução ao método e às
mudanças ocasionadas com a implantação da Qualidade Seis Sigma, assim como
tendências futuras na sua utilização.
Introdução

Desenvolvido
pelo Engenheiro Bill Smith, da Divisão de Comunicações da Motorola, em 1986,
para resolver o crescente aumento de reclamações relativas as falhas no produto
dentro do período da garantia [1], o método padronizou a forma de contagem dos
defeitos e também definiu um alvo, onde estaríamos próximos à perfeição, o qual
foi denominado de Seis Sigma.
A estratégia auxiliou a Motorola no
alinhamento dos processos às necessidades do cliente, na mensuração e
aprimoramento do desempenho dos processos críticos e na documentação destes,
levando-a a triplicar a produtividade e obter economias da ordem de US$ 11
bilhões até o ano de 1997. O trabalho resultou na obtenção do prêmio Malcolm
Baldrige National Quality Award (Prêmio Nacional da Qualidade dos EUA) em 1988.
Posteriormente, esta estratégia recebeu contribuições importantes
de organizações como IBM, Xerox, Texas Instruments, AlliedSignal (atualmente
Honeywell) e GE, onde o processo de melhoria DMAIC foi padronizado como o
principal método de aprimoramento, para atingir a qualidade Seis Sigma.

Figura 1.
História da Implementação do Seis Sigma. Adaptado [4].
Na
área automotiva, a utilização começou com a AlliedSignal, fabricante de
autopeças, em 1994, alcançando economias de US$ 2 bilhões em projetos Seis Sigma
[5]. Os resultados obtidos pelas organizações pioneiras, auxiliaram a
disseminação em alta velocidade às principais montadoras e fabricantes de
autopeças americanos, a destacar: Dana, Delphi, Johnson Control, Ford, Lear,
Visteon, Eaton, Cummins, Caterpillar, John Deere, entre outras.
Método

Seis
Sigma é uma estratégia que busca a satisfação dos clientes e de menores custos
pela redução da variabilidade e, conseqüentemente, dos defeitos. Também
representa uma medida de desempenho e meta para operação de processos, com uma
taxa de 3,4 falhas por milhão de atividades ou "oportunidades".
Com Seis
Sigma, temos como objetivo, além do aumento da satisfação do cliente, a redução
de perdas, associadas ao que denominamos de fábrica oculta. Esta fábrica oculta
possui diversas fontes de desperdício, associadas ao custo da qualidade, que não
agregam valor à organização. A base da melhoria é a realização de
aprimoramentos, projeto a projeto. Cada "problema" potencial é visto como uma
oportunidade de aumento da satisfação do cliente ou uma economia que pode ser
revertida em benefício da organização.
A implantação de Seis Sigma inicia
pelo levantamento da satisfação do cliente, suas necessidades e requisitos que,
associados aos objetivos estratégicos do negócio, definirão os projetos
prioritários. A partir daí serão estabelecidas as Características Críticas para
a Qualidade (CTQs) em cada processo e começa a aplicação com o método DMAIC.

Figura
2
Seis
Sigma segue um caminho lógico,
utilizando o método científico, chamado
DMAIC (sigla das iniciais das palavras Definir,
Medir, Analisar,
Aprimorar e Controlar em inglês),
consistindo das seguintes
etapas:
Definir - Etapa em que são analisados os
requisitos do
cliente e as necessidades do negócio,
para a identificação dos processos
críticos que definirão a escolha dos
projetos que serão desenvolvidos.
Medir - Etapa em que são aplicadas
as ferramentas
estatísticas que medem o desempenho
dos processos, permitindo a visualização
do estado atual dos mesmos, para a definição
das metas de aprimoramento.
Esta etapa é
fundamental para que, no futuro, possamos saber
se
obtivemos sucesso nos projetos de aprimoramento.
Analisar - Etapa
em que são aplicadas
as ferramentas estatísticas que permitem
descobrir
a causa-raiz dos problemas apresentados.
Esta etapa é crítica, pois define
qual é a causa, para que atuemos nela e,
não, nas suas
conseqüências.
Aprimorar - Etapa em que são aplicadas
as
ferramentas estatísticas que permitem
aprimorar o processo. Aqui, começa
realmente
o aperfeiçoamento dos processos, eliminando
os erros ou
desenvolvendo novas soluções.
Controlar - Etapa em que são
aplicadas
ferramentas estatísticas, possibilitando
que os aprimoramentos
obtidos sejam mantidos na
organização e se transformem em novos
padrões.

Figura 3.
Fases da Aplicação - DMAIC.
É
muito importante que estas etapas sejam seguidas criteriosamente, para que
evitemos trabalhar nas conseqüências ou sintomas dos problemas e, realmente,
possamos agir na verdadeira causa. Muitas vezes, pela pressa em resolvermos os
problemas ou por erros de julgamento, não avaliamos todos os aspectos, tomando
decisões incorretas que farão com que os mesmos problemas se repitam no futuro.
Este encadeamento lógico entre as etapas, em que só executamos uma etapa após a
finalização da anterior, permite uma melhor compreensão dos processos,
facilitando o caminho, para a resolução dos problemas ou o aprimoramento dos
processos.
As principais ferramentas estatísticas, utilizadas no processo
DMAIC estão descritas na figura 4.

Figura
4. As 10 Ferramentas Básicas
(clique na figura para
aumentar).
Estas
ferramentas estatísticas são utilizadas há muitas décadas e já provaram seu
valor acadêmico e prático. O que muda é o uso integrado das mesmas e o foco no
projeto, permitindo uma abordagem mais profunda e criteriosa das análises.
Acompanhando 10
projetos Seis Sigma em uma organização, fornecedora da cadeia automotiva,
listamos, na tabela 1, a freqüência de utilização de cada
técnica.
Tabela 1. As Ferramentas mais usadas.
|
Ferramenta
|
Nº
de vezes usada
em 10 projetos
|
|
Mapeamento
de processos
|
10
|
|
Diagrama
de causa e efeito
|
10
|
|
Matriz
de causa e efeito
|
8
|
|
FMEA
|
4
|
|
Gráfico
box plot
|
9
|
|
Diagrama
de Pareto
|
7
|
|
Histograma
|
3
|
|
Análise
de capacidade
|
6
|
|
Análise
do sistema de medição para variáveis (R&R)
|
4
|
|
Análise
do sistema de medição para atributos (R&R)
|
2
|
|
Técnicas
de previsão (forecast)
|
1
|
|
Estudo
e gráfico multi vari
|
6
|
|
Teste
de hipóteses para médias
|
7
|
|
Teste
de hipóteses para variâncias
|
7
|
|
Teste
de hipóteses para medianas
|
1
|
|
Análise
de variância - ANOVA
|
1
|
|
Correlação
e regressão linear simples ou múltipla
|
4
|
|
Experimento
fatorial fracionário
|
2
|
|
Experimento
fatorial completo
|
3
|
|
Experimentos
de misturas
|
1
|
|
Simulação
discreta de eventos
|
2
|
|
Gráficos
de controle por variáveis
|
5
|
|
Gráficos
de controle por atributos
|
1
|
|
Pré-controle
|
1
|
|
Plano
de controle
|
4
|
|
Dispositivo
à prova de falhas
|
2
|
O
mapeamento de processos, o diagrama de causa e efeito e as técnicas gráficas são
as ferramentas mais usadas. Também, se destaca o grande número de testes de
hipóteses e de experimentos realizados.
A implantação de Seis
Sigma é executada por uma equipe de especialistas nos processos, capacitados a
pensar estatisticamente, a fim de encontrarem a solução para a verdadeira causa
dos problemas. Esta equipe de especialistas atuará como agente de mudança na
organização, aplicando e disseminando o uso das ferramentas estatísticas e da
qualidade no aprimoramento dos projetos. Usualmente, são chamados de Black belts
e Green belts, numa referência às denominações dos especialistas em artes
marciais, sendo funcionários das unidades de negócios, (onde os processos estão
sendo aprimorados) e, não, funcionários da área da qualidade. O Black belt tem
dedicação total de seu tempo aos projetos e o Green belt, dedicação
parcial.

Figura 5. Hierarquia Seis Sigma
(clique na figura para aumentar).
Um
aspecto crítico, na implantação de Seis Sigma, é a capacitação dos agentes de
mudança pois, na maioria das vezes, são especialistas de processos, que usam
pouco ou até desconhecem as ferramentas estatísticas, que serão aplicadas.
|
|
|
|
Assim,
a capacitação deve ter forte base conceitual e privilegiar o aspecto prático de
aplicação, para que os profissionais possam entender como utilizar as
ferramentas e, principalmente, compreender os resultados das análises
estatísticas. Isto é facilitado pela utilização de softwares de análises
estatísticas.
A capacitação dos agentes de mudança é realizada com
uma abordagem distinta dos treinamentos usuais, utilizando-se o conceito de
certificação dos participantes. Ao iniciar o treinamento, o participante recebe
um projeto, definido por sua diretoria, no qual realizará as etapas práticas do
treinamento, efetuado em 4 módulos teóricos, intercalados com atividades
práticas, conforme ilustra a figura 6. A certificação é fornecida, após o
participante ter concluído o treinamento e finalizado dois projetos.

Figura 6. Treinamento dos Black
belts (clique na figura para aumentar)..
Os
seguintes pontos devem ser observados para um treinamento eficaz:
· Carga
horária adequada (BB 160 horas e GB 96 horas);
· instrutores com grande
experiência e boa comunicação;
· instrutores com excepcional base em
estatística;
· treinamento adaptado à realidade da organização
(customizado);
· realização de atividades práticas.
Diferencial
Seis Sigma

Tanto a
abordagem de qualidade, denominada Controle de Qualidade Total (TQC), quanto
Seis Sigma, apoiam-se em ferramentas comuns, mas a gestão das duas estratégias é
bastante diferente. Tradicionalmente, o TQC baseia-se no aprimoramento contínuo
e é considerado uma jornada em que nunca se atinge o alvo, pois ele está sempre
à nossa frente. A estratégia Seis Sigma não rompe com a busca da perfeição, mas
difere, fundamentalmente, na resolução projeto a projeto, com alvos bem
definidos, com os quais sabemos, com muita clareza, quando os objetivos foram
alcançados, tornando os ganhos mais evidentes.
Outra diferença
marcante é ser o Seis Sigma uma estratégia de negócios e, não somente de
qualidade, auxiliando a organização em várias áreas, como vendas, logística,
marketing e produção. Por exemplo, a realização de um projeto para redução de
estoque.
Para Ronald Snee [3], 3 características destacam Seis
Sigma:
· Integração de pessoas e de processos no aprimoramento;
·
foco claro na busca de resultados na linha de baixo ($);
· um método que
sequencia e liga ferramentas de aprimoramento dentro de um enfoque
global.
Outras diferenças são apresentadas na figura 7.
|
Seis
Sigma
|
TQC
|
|
Propriedade
executiva
|
Times
autodirecionados
|
|
Estratégia
dos negócios
|
Iniciativa
da Qualidade
|
|
Funções
cruzadas
|
Funções
individuais
|
|
Treinamento
em larga escala com retorno financeiro, com forte base
estatística
|
Treinamento
restrito
|
|
Ferramentas
básicas e avançadas
|
Ferramentas
básicas da qualidade
|
|
Aprimoramento
"Projeto a Projeto"
|
Aprimoramento
"Contínuo"
|
|
Alvo
palpável
|
Alvo
"obscuro"
|
|
Orientado
aos resultados do negócio
|
Orientado
à Qualidade
|
Figura
7. Diferenças entre Seis Sigma e Controle de Qualidade Total. Adaptado [1].
Mudanças
na Organização após implantação
A
principal mudança, apresentada pelas organizações após implantar Seis Sigma, é a
nova forma de tomada de decisão no gerenciamento do negócio, pois as decisões
passam a ser tomadas, considerando dados e fatos analisados estatisticamente, em
vez de apoiados apenas por sentimentos ou experiência. Os gerentes necessitam
ser mais analíticos do que intuitivos.
Outra mudança importante
consiste na disseminação do conhecimento, pois os agentes de mudança não ficam
isolados das áreas que executam as tarefas e precisam da integração da equipe,
para atingir os resultados dos processos.
A comunicação e os
relacionamentos entre as áreas são facilitados pela criação de linguagem e
métricas comuns, que permitem a troca de experiências e
informações.

Figura 8. Impacto da
mudança.
Futuro
Pelos
os resultados obtidos com as organizações pioneiras, o futuro parece-nos
extremamente animador, pois cada vez um número maior de empresas começa a adotar
esta estratégia, o que fará uma transformação na forma de obtenção de resultados
e maiores níveis de qualidade.
Mas o processo de implantação da
qualidade Seis Sigma é jovem e necessita, também, aprimoramentos e correção de
rumos, entre os quais destacamos:
DFSS
(DESIGN FOR SIX SIGMA)
Podemos
dividir as fontes de falhas na manufatura em processo, fornecedores e projeto,
sendo que o projeto é a fase de maior influência na qualidade de um produto.
Grande parte dos projetos iniciais de Seis Sigma é focalizado no processo de
manufatura, porém a medida que a experiência no uso da estratégia aumenta, é
natural o direcionamento para projetar certo, na primeira vez, e no tempo certo.
O DFSS é o Seis Sigma aplicado ao processo de projeto, seguindo passos análogos
ao DMAIC, denominados de DMADV (Definir, Medir, Analisar, Projetar e Verificar).
Nesta fase, um novo conjunto de ferramentas é incorporado, para tornar o método
adequado ao processo de projetar, reunindo as necessidades dos clientes à
variabilidade das condições de uso do produto e à variabilidade dos
componentes.
Alguns benefícios do DFSS:
· Desenvolver
produtos e processos alinhados com a necessidade do cliente;
· lançar
produtos em menor tempo;
· aumentar a qualidade dos produtos;
·
desenvolver produtos que possam ser manufaturados com qualidade Seis
Sigma;
· definir tolerâncias realísticas.
Foco
no cliente

Nos
projetos iniciais, dá-se grande ênfase em buscar economias para a organização,
pois isto é fundamental para que a estratégia ganhe credibilidade e se
consolide. É importante, nesta fase, que as vitórias gerem mais vitórias, pois
as economias, geradas pelos projetos, são o principal combustível do motor do
Seis Sigma. Porém, não podemos esquecer que um dos focos é o aumento da
satisfação do cliente e que, mesmo com dificuldades na mensuração de
características do cliente (CTQs) e no cálculo das economias geradas, devemos
desenvolver projetos vinculados à satisfação do cliente.
É importante
reconhecer todos os ganhos obtidos, financeiros ou não, para a satisfação do
cliente.
Aplicação em todo o negócio
Usualmente, os projetos preliminares são vinculados à manufatura,
pois a tendência é trabalhar onde a economia pode ser melhor caracterizada, como
em processos com retrabalho intenso.
Porém, o grande
poder do Seis Sigma revela-se quando este ferramental auxilia as tomadas de
decisões e, as resoluções de problemas do negócio. O processo de melhoria Seis
Sigma pode e deve ser utilizado como principal ferramenta de aprimoramento do
negócio, aplicado em áreas como logística, vendas, etc.
Uso
de mais ferramentas
As
técnicas estatísticas são a base de todo o processo e na experiência de
utilização, algumas ferramentas tornam-se mais úteis que outras. As ferramentas
estatísticas também estão vinculadas ao tipo de negócio (química,
metal-mecânica, serviços, etc.). Em nossa experiência, destacamos que algumas
ferramentas/métodos necessitam ser abordados e conhecidos com maior profundidade
no segmento metal mecânico:
· Simulação de eventos discretos;
·
planejamento de experimentos (Análise de Superfície de Resposta, etc.);
·
séries temporais e previsão;
· tratamento de dados não
normais.
Envolvimento
dos fornecedores e clientes
Uma
vez que o processo apresenta-se maduro na organização, é bom compartilhar
projetos com clientes e fornecedores. Uma excelente oportunidade, junto a
fornecedores, é a realização de projetos conjuntos para aumento da qualidade de
algum insumo relevante para a organização, compartilhando os treinamentos para o
mesmo.
Usualmente, os projetos com clientes visam melhorar o
desempenho do produto final, na sua utilização pelo cliente. Os projetos com
clientes aumentam a fidelização. A GE auxiliou a realização de 1.200 projetos em
companhias aéreas e mais de 1.000 projetos junto a hospitais, gerando economias
superiores a US$ 400 milhões para seus clientes [2].

Figura 9. Futuro do Seis
Sigma.
Conclusões
Seis
Sigma é uma estratégia nova; ainda precisaremos de algum tempo para conhecermos
todos os seus benefícios, mas sabemos que não se trata de mais uma "onda" da
qualidade, pois incorpora, definitivamente, a visão do negócio na estratégia da
qualidade.
O apoio em métodos estatísticos garante uma base
científica consistente, permeando a tomada de decisão, baseada em dados por
todos os níveis.
Entre as conseqüências positivas do processo
destacamos:
· Aumento da satisfação dos membros da equipe, por adquirirem
maior conhecimento nos processos e estarem realizando suas atividades de forma
mais eficaz, gerando valor com seu trabalho;
· aumento da satisfação dos
clientes, por estarem recebendo o que necessitam de forma precisa e
pontual;
· aumento da satisfação dos acionistas pela retenção dos
clientes, aumento de mercado, aumento do valor de suas ações e redução de custo.
Os pontos mostrados acima fazem com que esta seja a escolha
preferida da indústria automotiva, para a redução de custos e aumento da
qualidade.
Referências
1. BARNEY, Matt. Motorola's Second Generation. Six Sigma Forum
Magazine, Milwaukee, American Society for Quality. 1(3): 13-16. May 2002.
2. HAHN, Gerald J. 20 Key Lessons Learned. Six Sigma Forum Magazine,
Milwaukee, American Society for Quality. 1(3): 28-34. May 2002.
3. SNEE, Ronald D. Impact of Six Sigma on Quality Engineering.
Quality Engineering, New York, American Society for Quality. 12(3): ix-xiv.
2000.
4. SNEE, Ronald D. Using Six Sigma in improving health care systems.
54th Annual Quality Congress Proceedings, Indianapolis, IN, American Society for
Quality. May 2000. p. 571.
5. THE HONEYWELL Edge. Six Sigma Forum Magazine, Milwaukee, American
Society for Quality. 1(2):
14-17. Feb. 2002.
Biografia
SIQUEIRA CAMPOS, Marco Antônio. Estatístico UFRGS, Eng. de Qualidade Cert.
ASQ-USA, ex-Gerente de Engenharia de Qualidade da Hewlett-Packard, diretor da
Siqueira Campos Associados.
E-mail: marco@siqueiracampos.com
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