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Fases da lua

* artigos: O Festival de Peixes
Sunday, 28 de February de 2010 @ 12:31:48 BRT

Nota-chave: “Deixo o lar do Pai e, retornando, salvo”.






A Grande Invocação

Desde o ponto de Luz na Mente de Deus,
Que aflua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.

Desde o ponto de Amor no Coração de Deus,
Que aflua amor aos corações dos homens.
Que o Cristo retorne à Terra.

Desde o centro onde a Vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens —
O propósito que os Mestres conhecem e servem.

Desde o centro a que chamamos raça dos homens,
Que se cumpra o Plano de Amor e Luz,
E que ele sele a porta onde mora o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.



    Neste Festival de Lua cheia em Peixes, completamos as nossas breves considerações sobre cada um dos doze Festivais, iniciadas com o Festival da Páscoa no signo de Áries. O trabalho com energia que nos é possível mês a mês, seja em um dos três Festivais maiores ou um dos nove Festivais menores, está baseado em um tema de grande significado para a humanidade. Este é o tema da alma que reside no homem, o princípio crístico, e de seu gradual surgimento e liberação para a plena expressão como influência controladora na vida diária.

    Para compreender essa possibilidade, é necessário entender a premissa ocultista básica de que “mesmo o menor átomo de substância contém em si aquilo que pode responder à estimulação espiritual”. Quando acrescentamos a esta premissa o fato ocultista, agora confirmado cientificamente, de que tudo é energia, então descobrimos que toda a vida humana no plano físico consiste em espiritualidade inerente e potencial, e a energia é aquele fator que pode estimular essa divindade em nós, da latência à potência. As energias extraplanetárias disponíveis nesses Festivais de Lua cheia são de origem cósmica e de aplicação universal e proporcionam a estimulação energética de que a alma necessita em sua luta por liberação e controle no interior da personalidade humana.

    Peixes desempenhou um grande papel nesse processo evolutivo durante os últimos dois mil anos, pois é o signo, e portanto a influência energética, que governou esse período da história. O conhecido símbolo de Peixes é o dos dois peixes ligados por um fio conector. Isto significa o vínculo existente entre a alma e a personalidade do indivíduo. Por longas eras, a alma é prisioneira da personalidade. Finalmente, sob o impacto constante da energia espiritual, e como resultado da experiência nos vales do modo de vida centrado na personalidade, torna-se possível uma reversão, que, à medida que se prossegue, permite à alma controlar a personalidade.

    A orientação da humanidade para o mundo dos valores superiores foi o objetivo principal da Era de Peixes, que está terminado atualmente, e da influência do sexto raio, que está desaparecendo tão rapidamente. Embora nunca tenha havido um período em que esta orientação básica não tenha avançado firmemente, é importante manter em mente que, durante os últimos dois mil anos, um processo de orientação muito mais elevado, raro e difícil foi sustentado ante a humanidade, e pela seguinte razão: o quarto reino da natureza tem sido definitivamente atraído para o alto, em direção ao emergente quinto reino, e isto fez necessária também a mudança da atenção, dos três mundos do esforço e expressão humanos para o mundo superior da consciência da alma. Também foi necessária a refocalização da atenção instintiva e intelectual, que são os principais fatores no desenvolvimento da consciência divina. Esta consciência pode ser instintiva, intelectual — e, portanto, humana — e também espiritual. Mas as três são igualmente divinas, um ponto frequentemente esquecido.

    A redenção da matéria, a elevação e a expansão da consciência são o propósito subjetivo da encarnação. O processo redentor libera a vida interna a um estado superior de consciência. Isto é, e tem sido, a tarefa de todos os salvadores mundiais. Daí o aparecimento do Cristo como salvador mundial no início da Era de Peixes, dois mil anos atrás. Ele estabeleceu os princípios nos quais o crescimento e desenvolvimento necessário poderia basear-se durante esse período.

    A humanidade necessitava construir o princípio espiritual do amor, a faculdade da devoção e a capacidade de serviço e de autossacrifício. Estes foram aspectos destacados dos ensinamentos do Cristo e do seu próprio modo de vida. Ele exemplificou aquilo que ensinava, e assim demonstrou a necessidade de que a teoria, ou a teologia, se torne um modo prático de vida diária.

    A energia liberada através de Peixes e disponível para nós em meditação estimula a nossa sensibilidade espiritual inata. Em suas etapas iniciais, esta sensibilidade, muitas vezes, se encontra psiquicamente polarizada, como uma força emocional intensamente egocêntrica. Isto produz uma tendência ao fanatismo e a levar os ideais ou ideias a tais extremos que se tornam uma limitação e impedimento ao crescimento e à liberação da alma. Vimos os efeitos desta tendência no fanatismo religioso, por exemplo, que exalta o instrutor mais que o ensinamento, ou permite o uso da força militar e da tortura em nome da conversão religiosa.

    Numa volta superior da espiral, a energia de Peixes gera o calor do amor e da compaixão, necessário para a salvação mundial e humana. Esta influência transforma a vida no reino humano. A tendência ao psiquismo é transformada em percepção e inspiração espirituais; a ganância, em renúncia; a autopreservação, em abnegado serviço mundial; a autopiedade, em compaixão, empatia e compreensão divina; a devoção às necessidades pessoais, em resposta sensível às necessidades da humanidade; o apego ao ambiente e às condições pessoais, em desapego da forma e capacidade de identificar-se com a alma.

    Estas são qualidades e valores que ainda precisamos construir em nosso modo de vida, mesmo ao deixarmos a Era de Peixes para trás e avançarmos para Aquário, a era do servidor mundial e da fraternidade universal. Tudo que é melhor e mais refinado em cada era da história humana e em cada etapa do caminho evolutivo torna-se o alicerce do novo crescimento. Nada de valor jamais é perdido ou descartado. Foi o firme impacto da força de Peixes o que, finalmente, trouxe a humanidade, o Discípulo mundial, às portas da iniciação. Por mais de dois mil anos, a influência de Peixes tem afetado a humanidade. Ela produziu a demanda por um ajustamento mundial, desenvolveu o espírito internacionalista e conduziu à formação de grupos em todos os departamentos da vida humana, e assim lançou o alicerce para a futura síntese em Aquário.

    Peixes traz dois tipos dominantes de energia: a energia do primeiro raio de Vontade ou Poder e a energia do segundo raio de Amor e Sabedoria. O Propósito e o Plano são, então, tecidos na consciência da raça humana, para que ela os interprete e revele através de seu próprio coração e mente em processo de despertar. A fusão de coração e mente cria um salvador mundial ou um servidor mundial. E diz-se que a fusão de coração e mente no ser humano, e na vida planetária, é fundamental para o processo evolutivo neste sistema solar.

    A salvação da humanidade e o serviço ao Plano são os abnegados objetivos do discípulo influenciado por Peixes. Esta influência construiu a sua potência solidamente na consciência humana durante os últimos dois mil anos. Assim, atualmente o discípulo pode verdadeiramente dizer: “Deixo o lar do Pai e, retornando, salvo”. Esta é a nota-chave do discípulo em Peixes, que deveria constituir o pensamento-semente para a meditação neste Festival.

    Com a conclusão da ronda zodiacal e do trabalho dos doze Festivais, vamos saudar a fonte cósmica de toda vida e energia, e afirmar a nossa responsabilidade dentro dela através destas palavras de um antigo mantra, conhecido como o Gayatri:

Oh Tu Que dás sustentação ao universo,
De Quem todas as coisas procedem,
A Quem todas as coisas retornam,
Desvela para nós a face do verdadeiro Sol Espiritual,
Oculta por um disco de Luz dourada,
Para que possamos conhecer a Verdade
E cumprir todo o nosso dever,
À medida que caminhamos para Teus sagrados pés.

 

 
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