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A Lei Sarbanes-Oxley (em inglês, Sarbanes-Oxley Act) é uma lei estadunidense, assinada em 30 de julho de 2002 pelo senador Paul Sarbanes (Democrata de Maryland) e pelo deputado Michael Oxley (Republicano de Ohio).
Motivada por escândalos financeiros coorporativos (dentre eles o da Enron, que acabou por afetar drasticamente a empresa de auditoria Arthur Andersen), essa lei foi redigida com o objetivo de evitar o esvaziamento dos investimentos financeiros e a fuga dos investidores causada pela aparente insegurança a respeito da governança adequada das empresas.
A lei Sarbanes-Oxley, apelidada de Sarbox ou ainda de SOX, visa garantir a criação de mecanismos de auditoria e segurança confiáveis nas empresas, incluindo ainda regras para a criação de comitês encarregados de supervisionar suas atividades e operações, de modo a mitigar riscos aos negócios, evitar a ocorrência de fraudes ou assegurar que haja meios de identificá-las quando ocorrem, garantindo a transparência na gestão das empresas.
Atualmente grandes empresas com operações financeiras no exterior seguem a lei Sarbanes-Oxley. A lei também afeta dezenas de empresas brasileiras que mantém ADRs (American Depositary Receipts) negociadas na NYSE, como a Petrobras, a GOL Linhas Aéreas, a Sabesp,a TAM Linhas Aéreas, a Brasil Telecom, Ultrapar (Ultragaz), a Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar), Banco Itaú e a Telemig Celular.
Requisitos da lei
1. Controlar a criação, edição e versionamento dos documentos em um ambiente de acordo com os padrões ISO, para controle de todos os documentos relativos à seção 404; 2. Cadastrar os riscos associados aos processos de negócios e armazenar os desenhos de processo; 3. Utilizar ferramentas como editor de texto e planilha eletrônica para criação e alteração dos documentos da seção 404; 4. Publicar em múltiplos websites os conteúdos da seção 404; 5. Gerenciar todos os documentos controlando seus períodos de retenção e distribuição; 6. Digitalizar e armazenar todos os documentos que estejam em papel, ligados à seção 404.
Seção 404
A seção 404 determina uma avaliação anual dos controles e procedimentos internos para emissão de relatórios financeiros. Além disso, o auditor independente da companhia deve emitir um relatório distinto, que ateste a asserção da administração sobre a eficácia dos controles internos e dos procedimentos executados para a emissão dos relatórios financeiros.
Texto retirado do site Wikipedia.
Cenário Antes da SOX
O cenário pré-Sox, se assim podemos chamá-lo, foi um período
caracterizado por turbulências envolvendo grandes companhias. Foi uma
época de imprevistos, fraudes, diversas falhas de controles internos,
manipulação dos números de demonstrativos financeiros, quebra de
empresas, receitas impróprias, insegurança quanto à contabilidade,
entre outros fatos ocorridos e amplamente divulgados na mídia mundial.
Para liquidar com tal cenário e evitar futuras turbulências, o
objetivo seria impor um regime ético de atuação empresarial, a fim de,
reerguer a credibilidade e estabelecer o retorno da confiança,
principalmente no mercado de capitais norte-americano, que foi afetado,
de forma significativa, pelos prejuízos supracitados.
Portanto, foi com este objetivo que surgiu a Lei Sarbanes-Oxley.
Cenário de Integração: SOX e TI
Diante de tamanha insegurança financeiro-contábil, foi promulgado,
em 2002, o ato constitucional de implantação da SOX, onde grande parte
da discussão sobre a lei, concentra-se nas seções 302 (área contábil e
financeira) e 404 (contendo pautas que envolvem a participação da área
de TI na implantação da SOX).
Com esta lei, surgia a garantia da transparência e legitimidade. Com
isto, as organizações americanas tiveram que correr contra o tempo ao
cumprimento desta transparência empresarial e cumprir os prazos na
prestação de contas assim exigidas pela Lei.
Já por aqui, no Brasil, segundo constatado, não houve tantos
contratempos. O prazo foi mais tranqilo se comparado nos EUA, o que
permitiu projetar com maior precisão e com mais análise: os ajustes e
os meios de implantação - principalmente com relação a TI.
É de plena ciência que a TI possui um papel significativo no
processo SOX, pois as informações contábil-financeiras dependem de
infra-estrutura e sistemas.
Mas, acho importante ressaltar aqui uma consideração lateral: De
impacto, muitos profissionais de tecnologia acham que para atender a
SOX, a primeira medida a ser tomada é a alteração em sistemas.
Particularmente, acredito não ser um caminho inicial correto.
Vejo que anteriormente, há outros pontos em consideração:
- Controles internos, mapa de processos e documentação de normas (inclua-se a política de TI);
- Boas práticas na governança - Para as empresas que investiram e
implantaram as práticas da boa governança, uma coisa é certa, o
investimento não foi em vão;
- Estudo de custo - nem sempre o aumento de custo aplicado é
proporcional ao aumento de receita propriamente dita. Trata-se de
investir para atender uma legislação, afim de, garantir a
confiabilidade dos números empresariais. Um exemplo típico de
investimento é: a integração de sistemas.
Com a SOX muitas adaptações e/ou alterações ocorrem, mas saliento
que, de quebra a melhoria vem na carona. Aqui cito alguns ítens, mas
sintam-se à vontade em considerar outros, vejamos:
- Permitiu explorar ou melhorar, de forma acentuada, os recursos
oferecidos pelos ERPs, uma vez que surgem novas exigências de
demonstrações financeiras;
- Eliminação de processos redundantes;
- Auxílio na identificação dos pontos fracos dos controles internos,
a fim de prover a solução, ou seja, aumento na supervisão e
monitoramento dos controles;
- Criação, atuação e independência do comitê/conselho (devidamente registrado na SEC);
- Aumento quanto ao nível de responsabilidade e comprometimento por
parte do gestor. A função do administrador (CEO, CFO, ...) torna-se uma
atividade de maior responsabilidade, uma vez que, diante da SOX, tais
profissionais são responsabilizados pelos resultados apresentados pelas
áreas (contábil e financeira) da companhia.
Enfim, perceba que a governança está diretamente ligada ao
crescimento, à evolução, às melhores práticas e que, diante da
aplicação da SOX, fica estabelecida a credibilidade e a transparência
nos processos contábeis e demonstrativos financeiros.
Este texto foi retirado do site iMasters e é de autoria de Luciana Costa que é Graduada em Processamento de Dados pela
Mackenzie. Pós-graduada em: Análise e Projetos de Sistemas pela FATEC,
Gerência em Serviços pela USP, Capacitação e Desenvolvimento em RH pela
USP e atualmente em Redes de Computadores pela ESAB. Trabalhou em
empresas em São Paulo (Governo do Estado) e Bahia (Policarbonatos do
Brasil e Proquigel - Grupo Unigel), com desenvolvimento de sistemas,
suporte, redes, Internet e Intranet. Consultora de Tecnologia Web e
Segurança da Informação, Professora de Tecnologia e de Capacitação
(Administração, Financeiro e Controladoria), autora de livros e artigos
em TI e RH.
A lei
Sarbanes-Oxley e seu impacto em TI
A Sarbanes-Oxley, ou simplesmente Sox, é uma lei criada nos Estados
Unidos para aperfeiçoar os controles financeiros das empresas que
possuem capital na Bolsa de Nova York, incluindo cerca de 70 empresas
brasileiras. Esta lei veio em decorrência dos escândalos financeiros das
empresas Enron, Worldcom e outras que pulverizaram as economias pessoais
de muitos americanos. A lei foi promulgada em 30 de julho de 2002 e
prevê multas que variam de 1 milhão e 5 milhões de dólares e penas de
reclusão entre 10 e 20 anos para os CEOs (Chief Executive Officer) e
CFOs (Chief Finance Officer) das empresas. Estima-se que as empresas
americanas gastarão entre 2 e 5 milhões de dólares para a adequação de
seus controles internos a Sox.
Uma das premissas da Sox é que as empresas demonstrem eficiência na
governança corporativa. Uma referência nessa área é o modelo de
governança COSO (www.coso.org),
criada em 1985 por iniciativa da National Comminsion on Fraudulent
Financial Reporting para definir processos para o controle interno das
empresas. O COSO define que o controle interno é um processo e deve ser
exercido por todos os níveis da empresas. Os processos devem ser
desenhados para atingir os seguintes objetivos: (1) efetividade e
eficiência na operação; (2) dar confiabilidade nos relatórios
financeiros; e, (3) atender as leis e regulamentações dos órgãos
públicos.
Nesse contexto, a área de tecnologia da informação (TI) tem um papel
importante, onde o próprio COSO faz um comentário especial. A área de TI
deve cobrir todos os aspectos de segurança e controle das informações
digitais da empresa, devendo desenhar processos de controle das
aplicações para assegurar a confiabilidade do sistema operacional, a
veracidade dos dados de saída e a proteção de equipamentos e arquivos.
Para cumprir essas exigências os CIOs devem rever todos os processos
internos cobrindo desde as metodologias de desenvolvimento de sistemas
até as áreas de operações de computadores. Além disso, promover uma
conscientização nas áreas usuárias de seus recursos sobre os aspectos de
segurança e cuidados na manipulação das informações, tais como: e-mails,
compartilhamento de diretórios nos PCs, compartilhamento de senhas de
acesso aos aplicativos, etc. Estes aspectos de engenharia social também
devem ser reforçadas para o pessoal de TI, que as vezes não conseguem
determinar os riscos de segurança em suas soluções.
Para atender aos novos desafios da governança corporativa, as áreas de
TI contam com alguns modelos de gestão que se aplicados asseguram a
conformidade com as melhores práticas de processos e segurança da
informação. Podem-se listar os seguintes modelos: (1) CobiT para a
governança de TI; (2) ITIL para a gestão de serviços de TI; (3) DRI para
a especificação e operação de planos de continuidade de negócios; (4)
ISO 149977 (ou a BS-7799) para a gestão de segurança da informação; (5)
CMM que define um modelo de gestão para o desenvolvimento de software.
Entendo que a adequação a esses padrões
internacionais traga um custo extra às empresas, podem significar a
perda de competitividade no mercado no curto prazo. Entretanto, no médio
e longo prazo esses controles passarão a ser um diferencial positivo
para atrair novos investimentos e segurança aos acionistas.
Este texto foi retirado do site eFagundes.com e é de autoria de Eduardo Mayer Fagundes que é Engenheiro eletricista, especialista em telecomunicações e
mestre em Ciência da Computação. Possui extensão universitária
na Darden School of Business na Universidade da Virginia (US).
Foi professor e coordenador de cursos de pós-graduação na
Universidade Mackenzie em São Paulo. Trabalhou em vários
projetos de consolidação de datacenters. Liderou o projeto de
infra-estrutura de TI e telecomunicações da fábrica da Ford em
Camaçari-Bahia. Foi gerente de sistemas de gestão de engenharia,
compras e manufatura da Ford Brasil e gerente de sistemas da
Volvo Car, Jaguar e Land Rover no Brasil. Como CIO do grupo de
energia e telecomunicações AES no Brasil, consolidou as áreas de
TI de sete empresas e trabalhou no projeto global de SAP.
Desenvolveu projetos de TI nos Estados Unidos, Itália,
Inglaterra, Alemanha e Índia para a Ford, Volkswagen e AES
Corporation. Atualmente, trabalha em projetos de transferência
de conhecimento e colaboração pela Internet.
Controles de TI para Sarbanes-Oxley
Introdução
Com o advento da Lei Sarbanes-Oxley que
determina a criação de um conjunto de procedimentos internos de
mecanismos de auditoria e segurança confiáveis nas empresas a área de
TI se deparou com a oportunidade de construir um modelo de governança
considerando aspectos de responsabilidade de prestação de contas e
desta forma responder rapidamente aos requerimentos do negócio. Tendo
como objetivo a construção de ambiente de controle interno robusto as
empresas se permitirão alcanças maiores ganhos na vantagem competitiva
através de operações mais eficientes, com abordagem integrada em
segurança, integridade e disponibilidade, aumento na competência de
gerenciamento de riscos e priorização das iniciativas.
Alcançarão
melhor entendimento dos requerimentos do negócio e forte alinhamento
entres os executivos e finalmente contribuirão para aumentar a
conformidade em relação às demandas legais e do mercado.
A lei
Sarbanes-Oxley impôs à United States Securities and Exchange Commission
(SEC, 1934) a obrigação de criar uma regulamentação para coibir
práticas ilícitas dentro das organizações na elaboração dos relatórios
financeiros. A SEC criou o Public Company Accounting Overnight Board
(PCAOB, 2002), órgão encarregado de fiscalizar as companhias abertas e
as empresas de auditoria, e este recomendou a adoção da estrutura de
controles internos definidos e apresentados pelo Committee of
Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO, 1985).
Entretanto, o COSO elaborou uma definição comum de controles internos
voltados para a transparência na elaboração dos controles internos, não
sendo muito detalhado e objetivo para aplicação de controles na área de
TI. Para cobrir esta lacuna os auditores buscaram no Control Objectives
for Information and related Technology (COBIT, 1992) a estrutura de
controle mais adequada para estabelecer objetivos de controle para a
área de TI.
O COBIT provê uma abordagem genérica sobe como
devem ser definidos os processos de TI e desta forma cada organização
deve considerar cuidadosamente quais serão os controles mais
apropriados ao tamanho e a complexidade da empresa.
Elaboração de relatórios financeiros confiáveis.
A
área de TI tem papel fundamental hoje em dia para a elaboração dos
relatórios de demonstrações financeiras. Seja um sistema completo de
ERP ou sistemas menos complexos. Em qualquer caso entendemos que temos
todos os processos de uma empresa relacionados com as operações que
alimentam as transações financeiras.
No entendimento de como
os controles de TI coexistem dentro de uma empresa podemos dividi-la em
três elementos: a) Gerenciamento Estratégico; b) Processos de negócios;
e c) Serviços de TI.
No Gerenciamento estratégico a alta direção
da empresa estabelece e introduz a estratégia e boas práticas para os
negócios possibilitando que os processos de negócios sejam utilizados
como mecanismos para criação e entrega de valor para as empresas,
acionistas e todas as partes interessadas. Estes processos passaram nas
últimas décadas por uma crescente automação com a utilização integrada
e complexa de sistemas de informação com base em TI.
Com este
cenário a área de TI, juntamente com a lista de serviços que ele
presta, se tornou uma área importante para a viabilização dos negócios,
independentemente do tamanho da empresa, geografia ou ainda se os
serviços são mantidos dentro da organização ou são terceirizados.
Neste
contexto, em que os relatórios financeiros têm sua origem em dados e
informações mantidos pela TI, podemos dizer que os controles dos
processos de TI devem prover um ambiente de operação confiável para
suportar uma efetiva operação nos controles da aplicação. TI é a base
para propiciar um efetivo controle sobre os relatórios financeiros.
Etapas para a elaboração de um plano de Implementação
A
primeira etapa para a efetiva implementação é a criação de comitês
específicos que deverão definir, com base na legislação e nas
estruturas de controle COSO e COBIT recomendadas. O Comitê principal
deverá ser dirigido por um representante da área financeira, uma vez
que o objetivo principal é a transparência e a fidelidade dos
relatórios financeiros. Este comitê deverá ter um representante de TI
que será responsável pela conexão com a área de TI e será o principal
líder no comitê que deverá ser criado internamente em TI.
Este
último será responsável por todas as iniciativas que serão definidas e
implementadas em TI. Dentro do cenário de conformidade em que TI deve
se enquadrar devem ser observadas as seguintes sub-etapas:
• Entendimento dos controles internos da organização e suas implicações nos relatórios financeiros
•
Definição de quais aplicações influenciam nas demonstrações financeiras
elaborando um mapa das aplicações inseridas no contexto com os
respectivos donos destas aplicações
• Mapeamento dos processos e
serviços de TI que apóiam os processos de negócio que são fundamentais
para a elaboração dos relatórios financeiros
• Identificar os riscos relacionados com os processos mapeados
• Definir e implementar controles objetivando mitigar os riscos identificados
• Monitorar a execução dos controles de TI promovendo efetividade contínua
• Documentar e testar controles com base em sistemas ou processos manuais
•
Assegurar que os controles de TI sejam atualizados e modificados quando
necessários para corresponder as mudanças nos controles internos que
apóiam relatórios financeiros
As regulamentações impostas pela
SEC são inegavelmente complexas e suas implementações são custosas e
demoradas. A adoção de outras técnicas como as relacionadas com
gerenciamento de projetos são importantes para atingir prazos e
orçamentos planejados.
Considerando esta elaboração do plano dentro de TI devemos observar quatro importantes pontos a serem avaliadas.
Escopo de implementação
É
extremamente importante que sejam bem definidos quais os processos e
objetos de TI que se enquadrarão dentro do conceito de que somente
deverão ser inseridos no escopo aqueles sistemas e recursos que
realmente contribuem para a elaboração das demonstrações financeiras. A
inclusão de itens que não necessariamente estejam diretamente
relacionados com o assunto certamente acarretará no aumento do prazo e
custo do projeto.
Uma solução para acertar nesta definição seria
a adoção de orientação de cima para baixo, com plena participação das
áreas financeiras e TI considerando o mapa de aplicações como fonte
para identificar os processos e recursos que as apóiam.
Comunicação
Um
projeto deste porte e com reconhecida importância não pode ser
entendido pela organização sem uma comunicação eficiente e abrangente
que estimule a participação de todos os envolvidos. A clara definição
de papéis e responsabilidades é fundamental para a clareza dos
objetivos e a motivação dos envolvidos.
Capacitação
As
pessoas que estarão diretamente ou indiretamente envolvidas no processo
de adoção dos controles deverão estar preparadas e alinhadas com os
objetivos do projeto. Treinamentos introdutórios e conceituais assim
como aqueles específicos ligados aos modelos, estruturas de controle e
boas práticas escolhidos como ferramentas devem ser fornecidos aos
membros dos times.
Os custos relacionados à capacitação das
equipes são consideravelmente menores aos relacionados com a
implementação total do pacote de conformidade.
Avaliação do ambiente atual
O
sucesso no gerenciamento de mudanças começa com uma verdadeira
avaliação do estado atual das coisas. Fatores tais como: a) cultura,
que envolve atitudes, história, flexibilidade, valores, língua, e
outras variáveis são importantes para avaliar se a organização vai
reagir rápido ou não; b) tamanho da mudança, que define quão
significante será o esforço da organização em termos de recursos; c)
impacto nas pessoas, avaliando se as elas responderão de maneira
positiva ou negativa ao processo de mudança. Identificar os agentes de
mudança é fundamental para o sucesso.
Plano de conformidade com a lei Sarbanes-Oxley
Um
plano de conformidade para atender as demandas da lei Sarbanes-Oxley em
TI deve passar por iniciativas que direcionarão a área de TI e seus
profissionais a atingirem alto grau de conformidade. São elas:
Planejamento de definição do escopo dos controles de TI
É
de extrema importância a identificação das aplicações e seus sistemas e
sub-sistemas relacionados. Devem ser avaliados somente aqueles
diretamente ligados com as demonstrações financeiras excluindo-se todos
aqueles que muito remotamente tenham alguma relação. O resultado da
avaliação está relacionado diretamente com a avaliação do risco
financeiro envolvido e determinado pelo pessoal da área financeira.
Entre as iniciativas a serem consideradas sob este título destaca-se o seguinte:
• Atribuição de responsabilidades e prestação de contas nas posições de liderança do projeto
• Inventário das aplicações relevantes para as demonstrações financeiras e seus sub-sistemas correlatos
• Revisar a documentação dos processos financeiros e identificar os controles aplicáveis às aplicações
• Desenvolver um esboço do plano do projeto e obter aprovação
• Determinar as responsabilidades pelos controles das aplicações
• Considerar as dificuldades relacionadas com a geografia
• Considerar se alguma aplicação pode ser excluída do escopo
• Identificar dependências relacionadas com serviços de terceiros
O
inventário de aplicações e seus sub-sistemas correlatos deve ser usado
para o planejamento preliminar e em fase posterior ajudará a avaliar os
riscos associados aos mesmos para determinar a natureza e a extensão
dos controles e testes requeridos.
Uma clara definição dos
papeis e responsabilidades eliminarão o trabalho redundante e ajudará
TI a identificar os responsáveis das áreas de negócio necessários e os
lideres do projeto para o bom andamento do mesmo. Algumas vezes o
envolvimento da TI é tão particular que ela tem dificuldade de fazer
esta identificação. A responsabilidade de TI é de assistir os donos do
processo na identificação e testes dos controles enquanto asseguram que
os estes estejam implementados e confiáveis.
Integrar a
documentação dos processos de controle financeiro aos controles de TI
envoltos por um esboço do plano aprovado, que considera aspectos
geográficos e de relacionamento com terceiros é fundamental para o
sucesso do projeto.
Avaliar Riscos em TI
Este
requisito ajuda a avaliar os riscos que cada aplicação tem em relação a
contribuição que cada aplicação e suas camadas de controle tem em
relação a elaboração das demonstrações financeiras. Uma das mais
significantes lições aprendidas no inicio da adoção da lei
Sarbanes-Oxley foi que o projeto deve definir as aplicações que devem
ser incluídas no escopo devem ser baseadas na razão direta do risco que
a aplicação está exposta. Nem todos os sistemas e aplicações impõem
altos riscos às demonstrações financeiras e desta maneira não precisam
ser avaliados todos da mesma maneira.
Dois fatores devem ser analisados sob esta iniciativa:
•
Avaliar o risco inerente das aplicações e sub-sistemas correlatos
considerando a necessidade de determinar a natureza e a extensão dos
controles para a mitigação do mesmo.
• Revisar o escopo em função dos riscos identificados e atualizar o plano de implementação
Identificar e documentar os controles
A
identificação e documentação dos controles esclarecem para TI como os
riscos estão associados à confiabilidade das demonstrações financeiras
e como eles foram endereçados. Isto permite que TI tome decisões mais
acertadas aceitando e comunicando os níveis remanescente de riscos.
Observando
o que o PCAOB definiu como controles internos e adaptando o conceito a
esta atividade de identificação dos controles de TI podemos acrescentar
que um controle concernente à manutenção dos registros deve ter um
detalhe razoável, acuracidade e correção no modo de refletir as
transações intrínsecas ao controle.
Esta é uma das etapas mais
importantes, pois é aqui que serão definidos os atributos que deverão
compor a documentação base de trabalho e aonde identificados e
categorizados todos os controles de TI.
Primeiro deverão ser
definidos objetivos de controle que por sua vez deverão ser
subdivididos em atividades de controle para facilitar o entendimento e
possibilitar subdivisão de tarefas quando a complexidade exigir.
Na
verdade devemos entender os objetivos de controle como uma declaração
que comprove com uma razoável garantia de que o que está descrito no
controle seja executado para assegurar a conformidade. As atividades de
controle, associadas ao objetivo de controle, por sua vez, identificam
os passos intermediários que devem ser executados com os responsáveis e
demais características.
A seguir, alguns dos atributos que uma matriz de avaliação de controles internos baseados na lei Sarbanes-Oxley deve conter.
Ciclos
de controle: Devem ser encarados como uma divisão de alto nível das
principais áreas de atuação de TI. Podem variar de empresa para
empresa, porém devem ser completos em sua aplicabilidade para abranger
todos os pontos que são relevantes para as demonstrações financeiras.
Como exemplo de um ciclo nós podemos usar o processo de gerenciamento
de mudanças.
Objetivo de controle: Deve descrever o que
se deseja atingir em termos de conformidade e o texto deve ser claro
evitando ambigüidades. Continuando a usar o exemplo acima, dentro do
gerenciamento de mudanças podemos ter como objetivos de controle: 1) as
requisições de mudança de e manutenção de programas e sistemas são
padronizadas, documentadas, registradas, aprovadas e armazenadas com
todas as suas evidencias; 2) Mudanças emergenciais são documentadas e
submetidas a uma aprovação formal dentro dos procedimentos vigentes
para uma emergência: 3) os controles implementados garantem que uma
mudança não autorizada não seja enviada para o ambiente de produção.
Atividade de controle: Considerando
o objetivo de controle a que esta atividade está associada ela descreve
procedimentos intermediários que em conjunto com as demais atividades
asseguram a conformidade do objetivo de controle. Considerando o
objetivo de controle numero 1 acima devemos descrever as etapas e os
responsáveis. Como exemplo nós podemos definir: 1.1) existe uma
comunicação formal sobre o processo de gerenciamento de mudança e as
requisições estão disponíveis para acesso de todas as partes
interessadas; 1.2) as requisições são armazenadas e processadas de
forma que seja possível um acompanhamento de todo o processo de mudança
desde seu inicio até sua finalização; 1.3) as aprovações são baseadas
em uma tabela de decisão envolvendo o proprietário da aplicação e o
especialista de TI responsável pela aplicação; etc.
Estes três
atributos devem ser usados de forma hierárquica sendo que um clico
possui diversos objetivos de controle que por sua vez possui várias
atividades de controle.
Tipo de controle: Este atributo
define se o controle é Preventivo ou Investigativo. Preventivo na
medida em que previne a ocorrência de erros e fraudes com impacto nas
demonstrações financeiras. Detectável por ser executado somente depois
da ocorrência. A combinação destes dois tipos pode fornecer a empresa
uma forte barreira contra fraudes.
Responsável: Identifica
o funcionário que tem sob sua guarda os documentos, ferramentas e
procedimentos que asseguram a execução daquele controle. Pode ser de
qualquer nível hierárquico. Entretanto a hierarquia a que ele está
subordinado também tem responsabilidades e tem seu envolvimento no
processo de aprovação. Aqui precisamos ressaltar que a capacitação dos
funcionários é uma responsabilidade inerente a estrutura de
gerenciamento da empresa.
Natureza do controle: Pode ser manual ou
automática. E certo que quanto mais automatizado for um controle melhor
sua contribuição para a conformidade. Podemos ter como exemplo um
processo de workflow de aprovação das mudanças. Entretanto ainda
dependemos de controles manuais que complementem o conjunto de
controles. Alguns deles nunca vão deixar de existir como, por exemplo,
as inspeções físicas de inventário.
Risco: Uma
avaliação de riscos deve ser feita para cada controle ou grupos de
controle para permitir maior flexibilidade na execução dos mesmos.
Podem ser usados critérios que vinculem os riscos de impacto nas
demonstrações financeiras versus periodicidade d execução dos
controles, permitindo uma melhor produtividade na execução e avaliação
do controle.
Periodicidade: Cada controle tem uma
característica em relação ao período de execução. Eles podem ser
executados várias vezes num dia, diariamente, semanalmente, mensalmente
ou anualmente. A correta identificação permitirá uma correta avaliação
do tempo e utilização de recursos bem como facilitará o trabalho de
auditoria que poderá definir os tamanhos das amostras para coleta de
evidências.
Importância do controle: Controles que são
relativamente mais importantes que os demais devem ser identificados
para serem executados com mais atenção, pois serão os mais procurados
pela auditoria. Por exemplo, controles relacionados com segregação de
autoridade que podem provocar conflitos de interesse são controles
importantes.
Prioridade: Com valores atribuídos de 1 a
3 identifica os controles que deverão ser auditados a cada 1 ano, a
cada 2 anos e a cada 3 anos. Certamente este atributo deve ser definido
em conjunto com a auditoria e tem como objetivo colocar foco naquilo
que é mais importante. Com base em uma análise cruzada entre o risco, a
periodicidade, a importância e a forma de execução pode-se obter muita
produtividade na hora das avaliações.
Abrangência: Pode
ser Interna ou Externa. Na medida em que as organizações se utilizam de
serviços de terceiros é importante identificar se o controle está sob a
responsabilidade direta de TI ou é amparado por um contrato, que neste
caso deverá ter cláusulas bem claras de SLA.
Após a divulgação e o entendimento de como estes atributos devem ser preenchidos os seguintes passos devem ser seguidos.
Identificar controles de TI relacionados com sua entidade
Aqui
serão definidos controles relacionados com o estilo de operação e
organização da TI incluindo políticas, procedimentos e outras práticas
de alto nível que indiquem os melhores aspectos de gestão da área.
Identificar Controles de aplicação
A
identificação de controles de aplicação que apóiam relatórios
financeiros é um passo crítico no processo. Uma vez que todos os
controles de aplicação forem determinados seus respectivos controles
gerais de TI podem ser determinados.
Geralmente, controles de
aplicação estão inseridos na documentação dos processos financeiros.
Idealmente o especialista em TI juntamente com especialista no processo
financeiro identificam os controles relevantes a serem considerados par
ao processo.
Devem ser considerados dois tipos de controle serem documentados:
•
Controles automatizados. Totalmente dependentes de processos
automatizados realizados por sistemas ou processos sem nenhuma
interferência humana. Não estão sujeitos a erros intermitentes.
•
Controles manuais com base em sistemas. São essencialmente controles
manuais mas que dependem de inputs de alguns sistemas que apóiam estas
atividades.
Identificar controles gerais de ti
A
importância do relacionamento entre os controles da aplicação e ao
controles gerais de TI recai na significância que os controles gerais
de TI têm para apoiar a confiabilidade que os controles de aplicação
têm que apresentar para permitir transparência às demonstrações
financeiras. Exemplificando, garantir a segurança de um bando de dados,
que é o repositório de dados financeiros, é considerado um requerimento
básico para a confiabilidade dos relatórios financeiros.
Sem a esperada segurança as empresas estarão expostas a alterações não autorizadas nestes dados financeiros.
O
desafio intrínseco aos controles gerais de TI está no fato de que eles
raramente impactam os relatórios financeiros diretamente, entretanto
eles tem um efeito distribuído e intenso por estarem presentes em
praticamente todos os controles internos da organização. Isto é, se um
controle geral de TI relevante falhar, como por exemplo, uma falha no
controle de acesso a transações e dados financeiros, ele poderá
provocar impacto nos dados e conseqüentemente afetar as demonstrações
financeiras.
Identificar os controles relevantes
Riscos
associados aos controles financeiros não são todos iguais em termos de
probabilidade e materialidade. Similarmente controles financeiros não
são os mesmos na sua efetividade em mitigar os riscos identificados.
Além disso, não é requerimento da gerencia de TI a avaliação de todas
as atividades de controle relacionadas como os riscos. Como resultado,
as empresas devem se esforçar para limitar ao essencial a documentação
dos controles relevantes.
Não existe resposta certa para quais
controles são relevantes, portanto devemos ter em mente que controles
relevantes são aqueles que mais assegurem aos donos destes controles o
cumprimento efetivo dos objetivos de controle.
Considerar controles de TI anti-fraude
A
importância de controles anti-fraude sob a lei Sarbanes-Oxley e algo
que não pode ser deixado de lado. Fraude é a principal razão da
introdução da lei, portanto atenção apropriada deve ser dada ao
assunto.
Controle de acesso e segregação de responsabilidade
são os dois mais importantes controles anti-fraude que a TI pode
fornecer. A velha máxima, “quem faz não controla” tem uma importância
significativamente alta nesta etapa.
Documentação dos controles
As
companhias são obrigadas a documentar todos os controles e realizar
avaliações de suas definições e a efetividade da operação. A
documentação pode ter vários formatos como por exemplo: políticas da
empresa, políticas de TI, organogramas e fluxogramas de processos,
tabelas de decisão, etc.. A lei Sarbanes-Oxley não determina nenhuma
peça de documentação em particular, deixando, portanto para as
organizações a determinação de como deve ser esta documentação varia de
acordo com o tamanho e a complexidade das empresas.
Avaliação dos controles e efetividade operacional
Um
modelo de operação baseado em controles levou a TI a melhorar sua
efetividade em termos de redução de risco e de conformidade com a
legislação. Avaliar apropriadamente os atributos dos controles
incluindo controles preventivos e investigativos na modalidade
automática ou manual leva a determinação de níveis de maturidade e
ajudam a organização a mapear a diferença entre o estado atual e o
ideal do controle. Níveis de maturidade que vão de 0 a 5 ajudam a
organização de TI a avaliar o estado atual dos controles. A legislação
não demanda uma classificação dentro destes níveis, mas sua adoção
permite uma melhor avaliação e indica o caminho a seguir no processo de
melhoria contínua.
Os níveis são os seguintes:
• Estágio 0 – Não existente
• Estágio 1 – Inicial/Ad Hoc
• Estágio 2 – Repetitivo, porém intuitivo
• Estágio 3 – Processo Definido
• Estágio 4 – Medido e gerenciado
• Estágio 5 – Otimizado
Outras
iniciativas dentro deste contexto estão ligadas à avaliação da
efetividade operacional que passa pela determinação de como os
controles devem ser testados depois de avaliada sua definição. Os
controles devem ser avaliados quanto a natureza manual ou automática e
os volumes das amostras para teste devem ser escolhidos de acordo com a
freqüência em que estes controles são executados. Controles automáticos
necessitam de amostras menores para sua validação.
Ainda neste
contexto devemos considerar também a natureza da evidencia requerida
observando critérios de investigação, com o objetivo de obter
informações relevantes para aquele controle específico, além de
procedimentos de inspeção de documentos para assegurar uma efetiva
execução do controle. A observação pertinaz do ambiente a procura de
pontos de controle que não foram identificadas até então também
constitui iniciativa apropriada para melhorar o desempenho geral do
plano de implementação.
Por último, mas não menos importante, é
a consideração do momento em que a evidência é gerada ou coletada. Ele
deve servir para documentar a execução de um referido controle dentro
de um razoável balanceamento entre o custo que se tem para obtê-la e o
retorno em termos de efetividade que a evidência prova.
Priorização e remediação das deficiências
Após
avaliar os controles depois dos testes realizados podemos nos deparar
com controles em não conformidades, de acordo com uma orientação
recomendada pelo PCAOB em 2004, classificadas em:
• Deficiências em
aplicações. Devem ser avaliadas em função da significância em relação
ao impacto que elas causam no controle da aplicação.
•
Deficiências no ambiente de controle. São geralmente associadas a uma
ou mais deficiências que em conjunto podem provocar um efeito maior no
ambiente e se tornar uma deficiência significativa.
• Falhas em
remediar uma deficiência em um tempo razoável podem levar uma
deficiência a ser interpretada como uma deficiência significativa ou
ainda se considerada uma deficiência material dependendo de quanto
tempo a falha está para ser sanada.
As deficiências ainda
podem ser consideradas como deficiência de definição ou deficiência de
efetividade operacional. A primeira está relacionada à maneira como o
controle foi concebido. Se ele não é completo em sua efetividade para
documentar e validar um processo ele dever ser revisto e modificado. A
segunda refere-se a forma com que o controle é executado. Se ele não
observar a freqüência determinada isto pode ser interpretado como uma
deficiência operacional.
Construindo sustentabilidade
Neste
momento TI deve estar em posição de avaliar a efetividade do programa
de implementação de seus controles internos. Controles internos
efetivos e avaliação e gerenciamento das competências internas devem se
tornar parte integrante da organização e cultura de uma área der TI e
manter a efetividade e a conformidade no longo prazo. Controle não é um
simples evento, mas um processo que requer melhoria contínua para
manutenção de um alto nível de eficiência.
Algumas iniciativas que contribuem para que TI seja reconhecida como estando nesta fase são:
• Revisões pós-implementações do projeto identificando o que deu certo e áreas de melhoria
• Acompanhamento das atualizações na legislação
• Incorporação de melhorias oriundas de outras fontes independentes
• Reuniões com pares de outras organizações
• Desenvolvimento de planos e agendas para os próximos anos
•
Avaliação de ferramentas de automação para buscar soluções de
continuidade para consolidar um processo de gerenciamento de controle
no longo prazo
Outros quesitos, também relacionado com a
sustentabilidade, são a racionalização e a automação dos controles. Ao
longo do tempo os processos sofrem alterações, tanto dentro quanto fora
de TI. Os controles de TI devem ser revisados periodicamente e
adaptados às novas condições encontradas. A automação dos controles é
indubitavelmente uma melhoria que não pode ser deixada de lado.
Aqueles
controles que podem ser automatizados devem ser considerados para fazer
parte de um esforço de automação. Com isto será construído uma base
sólida para a sustentabilidade do programa de implementação de
controles.
Notas:
Demonstrações financeiras e
relatórios Financeiros são expressões usadas em diferentes parte do
texto, porém com o mesmo significado na medida que procuram definir o
objeto de foco na legislação para a transparência e autenticidade dos
números.
Referência bibliográfica e outras fontes:
IT
Control Objectives for Sarbanes-Oxley. The role of IT in the Design and
Implementation of Internal Control Over Financial Reporting 2nd
Edition. September 2006
Lei Sarbanes-Oxley de 23 de Janeiro de 2002
Auditing
Standard No. 2 – An Audit of Internal Control Over Financial Reporting
Performed in Conjunction with An Audit of Financial Statements. Public
Company Accounting Oversight Board (PCAOB).
COBIT® 3rd Edition Audit Guidelines. July 2000.
Material de treinamento do curso de Controles de TI para SOX ministrado pela World Pass em Março de 2007.
Este texto foi retirado do site Isaca e é de autoria de Jose Luis Diniz.
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